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Rosilda Ribeiro Simoes
Comentário · há 11 meses
Certamente discordamos em muita coisa. Sem problemas quanto a isso, há apenas dois pontos sobre os quais acho importante refletir.

1. Há tipos penais específicos em vigor que proíbem o consumo e o tráfico de determinadas substâncias.
Mas certamente há muitos indivíduos que consomem e traficam drogas que jamais serão presos. Esses indivíduos pertencem a classes sociais mais elevadas e são, na maioria, brancos. Então, embora exista o tipo penal, ele só se aplica a pessoas pobres e preferencialmente pretas.
Por isso digo que o consumo e tráfico de drogas não são crimes. Ser pobre e preto é que é criminalizado em nosso país.

2. O que os senhores estão defendendo é o método que o Estado vem se valendo para combater esse tipo específico de crime (é isso mesmo?)

Pois bem, se for isso, como os senhores devem saber o consumo e tráfico só vem aumentando, ano após ano, e a violência relativa a esses crimes também (com a morte inclusive de policiais e pessoas inocentes, crianças). Não existe evidência nenhuma de que esse método funciona. Eu até diria que não existe sequer combate ao crime de tráfico e consumo de drogas no Brasil, existe um sistema muito eficiente para manter pobres no seu devido lugar, mas enfim...

Há vários estudos sobre o combate à criminalidade, uso de drogas e combate ao tráfico, sobre mulheres presas, etc, muito fáceis de achar e disponíveis na internet.

Conhecer nunca é demais, e sempre podemos mudar de opinião - ou mesmo embasar melhor e reafirmar o julgamento inicial.

Abraço.
R
Rosilda Ribeiro Simoes
Comentário · há 11 meses
"Aqui, nesse país, há lei para tudo porque a população não sabe se comportar com ética (querem tudo, mesmo não necessitando)."

Eu entendi o que a senhora dizia sim. Entendi que era uma resposta a um outro comentário.

Mas veja, nós moramos no Brasil, nós não somos diferentes das outras pessoas "desse país". Nós brasileiros temos o costume de falar do Brasil como se fosse outro país, e do povo brasileiro como se dele não fizéssemos parte.

Talvez (percebo muito isso nas pessoas brancas de classe média) por nos considerarmos na verdade "europeus transplantados" (acho que essa expressão é do João Ubaldo Ribeiro) e não verdadeiramente brasileiros. Feliz ou infelizmente somos brasileiros, e somos pessoas desse país.

E se a crítica é para as pessoas que vivem nesse país, ela é uma crítica bastante ampla, e ela atinge a nós duas também. É ofensivo, embora muitos não se ofendam - não se ofendem justamente porque enxergam o Brasil como que "de fora", embora vivam e tirem o sustento, e criem os filhos, aqui.

Assim como é desrespeitoso dizer que sou "esperta" dessa forma tão jocosa e me criticar suposta falta de atenção.

Veja que no meu comentário eu não lhe ofendi, apenas disse que discordo e que me sinto pessoalmente ofendida quando dizem que nesse país as pessoas não são éticas (porque eu sou uma pessoa e eu vivo nesse país).

Quanto à justiça gratuita, acho sinceramente que a justiça é cara demais, para os cofres públicos e particulares, e que os cartórios esses sim são uma consequência do patrimonialismo brasileiro desse "jeitinho" que a elite se vale para se manter no poder (e não o povo brasileiro, por favor). De fato são poucos os brasileiros que podem arcar com as custas de um processo sem prejuízo do próprio sustento.

Quanto às cotas, acho que foi possível perceber pelo meu comentário (não lhe chamarei de "esperta" por isso) que sou muito favorável.

Abraço.
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